“Venceu e não levou?” O que a decisão do STJ realmente diz sobre honorários de êxito após a morte do cliente
Aqui você vê todos os ângulos: (i) por que a maioria travou a execução; (ii) por que o voto vencido fala em boa-fé e comportamento contraditório; (iii) o que a advocacia critica; e (iv) como blindar contratos e rotinas pós-óbito. No fim, você usa um simulador para escolher a via e um quiz para fixar.
O núcleo jurídico (bem explicado)
Na tese da maioria, a execução direta exige título certo, líquido e exigível (art. 783 do CPC). Se o contrato prevê cláusula de êxito e o êxito só se implementa após o falecimento da cliente, o argumento é que não existia obrigação exigível no momento do óbito para “transmitir” como dívida executável ao herdeiro.
Comparador de teses (clique nas abas)
Sem exigibilidade, sem execução: a condição de êxito implementada depois do óbito enfraquece o título para execução direta contra o herdeiro.
Saída: ação de conhecimento/arbitramento para apurar vínculo, prova, pagamentos e valor proporcional.
Boa-fé e vedação ao contraditório: pagamentos sucessivos e ciência do herdeiro podem revelar anuência/ratificação; negar o êxito no final pode ser venire e enriquecimento sem causa.
Leitura prática: ainda que o mandato cesse, os efeitos remuneratórios do serviço prestado e do benefício econômico ao herdeiro não devem ser apagados.
Risco de oportunismo: manter o escritório por anos e negar o êxito só quando a vitória chega, usando “atalhos técnicos”.
Impacto: insegurança em causas longas e desincentivo à cláusula de êxito, que é essencial para acesso à Justiça em muitos casos.
O que resolve 80% do risco: ratificação/aditivo pós-óbito + nova procuração + rastreio do que é mensalidade e do que é êxito.
Objetivo: transformar “prova difusa” (pagamentos soltos) em “prova dirigida” (continuidade formal).
Linha do tempo interativa
1) Contrato com cláusula de êxito
A cláusula de êxito nasce com o resultado. O problema surge quando o resultado vem depois do óbito.
2) Óbito: mandato (procuração) e sucessão
Se não formaliza a continuidade e a representação, abre flanco técnico para discutir exigibilidade e via adequada.
3) Pagamentos e ciência do herdeiro
Pagamentos repetidos + e-mails/mensagens podem indicar anuência e boa-fé, mas podem exigir instrução probatória.
4) Êxito posterior: “ponto de ruptura” da execução
Maioria: falta exigibilidade para execução direta. Vencido: boa-fé e vedação ao contraditório para impedir fuga do pagamento.
Simulador: execução, arbitramento ou inventário?
Escolha as opções e clique em “Gerar recomendação”.
Resultado do simulador
Escolha as opções e clique em Gerar recomendação.
Calculadora do êxito (didática)
Saída
Preencha os campos e clique em Calcular.
Quiz (fixação com correção)
1) Qual é o filtro técnico central usado para travar a execução?
2) Quais fundamentos aparecem com força no voto vencido?
3) Se a execução direta não passa, qual via costuma ser indicada?
Créditos e leitura recomendada
Migalhas: https://www.migalhas.com.br/quentes/449707/stj-nega-honorarios-de-exito-a-advogado-apos-morte-de-cliente
OAB (posição institucional): https://www.oab.org.br/noticia/63581/cfoab-defende-no-stj-a-continuidade-de-pagamento-de-honorarios-de-exito-mesmo-apos-morte-de-cliente
Luiz Fernando Pereira Advocacia — WhatsApp Oficial (11) 98599-5510 • drluizfernandopereira@yahoo.com.br
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